Interview with/ Entrevista com Mateus Lunardi Dutra

November 20, 2015 Namour Filho Interview 0 comments
Mateus Lunardi Dutra is a very talent photographer from a brand new generation. His female portraits are strong but delicated, and show a very distincted personality. He is Fujifilm user also, and I want to share his experiences with you all.

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1 – Tell us a little about your background on photography and how was your learning and development in this field?

My relationship with photography always has being very casual. It wasn’t part of my life before, although I always had one foot on my artistic side, unlike many of my relatives who are in the exact area, for example. I believe we are an aggregate of what we learn. See, during my childhood and adolescence I liked to draw characters from cartoons and video games. But stopped with it in adolescence. The style of drawing I’ve ever had, it was in black and white and always working to include the shadows contrast, dramatic.

I always liked to see observe images, like anyone. Then for some random reason in 2011, I decided to buy a DSLR as an experiment. Like any beginner, I did not even know how fit the lens on the camera at all. I photographed patiently and when it was appropriate. The theory I learned in the internet; there is no excuse nowadays, everything is on the Internet. When I had questions, talking to two friends about it. And it was automatic.

Explored different types of photography: events, night photography, nature … until I decided to leave for the most made me Performed pictures.

What I learned of truth and always carry with me as unparalleled value is the experience I gained by going to workshops. There you have to be physically witness to absorb everything they pass. They are always fortuitous encounters that feed the soul. I think you have to walk with the mind always open to new knowledge. I have had to destroy some taboos on certain types of tests and have been trying to make a way that is more authentic, you know?

 

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2- What was your main motivation to choose the theme “female portraits” as your main focus?

I always liked to enjoy female portraits. Details such as the eye, hand positions, posture … are small details that delight me. As the statues of old age. They are so beautiful and yet so fragile. Besides that women express their feelings in a unique way. And, if you like it or not, these things run through to the pictures.

 

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3 – Discuss the importance of the direction in a portrait session. How you conduct this process?

I try to conduct the test in the most natural way possible. At the beginning it is always difficult because you need to create a chemical to the session works. So what I most care about is to act as there is no camera at all. If necessary, I spend a lot of time just talking without even wielding the camera. I believe that the camera is just a tool, like the brush is for painting. What really matters in a test is the interaction between those who are both in front and behind the camera. So I try to make the person comfortable to be able to build certain poses from the way she physically expressed. I am very skeptical about the concept of pose, because of the impression that something is cast, a pose that applies universally. Well, not so. People are different, have different reactions and movements, and that’s what I try to get them.

 

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4 – How would you characterize your photo? What are your inspirations and references?

As I said before, I used to draw. And I’d always liked for drawing black and white, always emphasizing the use of shadow to create volume and contrast.
It also has inspiration in music, usually sad letters. I get a lot of inspiration comes from sadness, loneliness. I think that the ideas flow better in the loneliness moments . I really like this harmony of opposite feelings, such as happiness / sadness, movement / static, raw / delicate …
And besides cinema, of course, seek inspiration in the paintings, especially the Baroque era. There are also contemporary painters I admire very much and always inspire me. As I said, on the Internet you think of anything, just looking.

 

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5 – What is your gear? And how your equipment helps you to get the desired final results in your images.

I own a Fujifilm X-T1 and lens 35mm 1.4 and 56mm 1.2. I moved to Fuji precisely because of the color fidelity, as it captures the skin (which is what bothers me in most of the images). Also the distinction of tones, is something truly magnificent. I try to do 80% or more on camera JPEG. I have less edited the photos, so I photograph in JPEG + RAW and have enjoyed the results in JPEG. In some cases, more than the result that would obtain the RAW editing.

 

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6 – What advice would you give to a photographer or a photographer who wants to specialize in female portraits?

I do not usually give advice, but I’ve learned that you need to be very delicate when dealing with female portraits. It is far beyond what draw graphically beautiful images. It’s being polite, always worrying about her welfare first and foremost. I believe that when you work with people, you have to be like that. As well as being very communicative, talk as much as possible and not hide behind the viewfinder.

 

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(Português)
Mateus Lunardi Dutra é um fotógrafo muito talentoso da nova geração. Seus retratos femininos são fortes e ao mesmo tempo delicados. E mostram uma personalidade muito forte. Ele é um usuário Fujifilm e compartilho suas experiencias com vocês.
1 – Fale um pouco sobre a sua história na fotografia e como foi o seu aprendizado e desenvolvimento no ramo?
    Minha relação com a fotografia foi bem casual. Eu nunca mantive relação com ela na minha vida, apesar de sempre ter tido um pé no lado artístico, diferentemente de muitos parentes meus que têm na área de exatas, por exemplo. Acredito que somos um agregado daquilo que aprendemos. Veja, durante minha infância e adolescência eu gostava de desenhar personagens de desenhos e videogames. Mas parei com isso na adolescência. O estilo de desenhar eu já tinha, que era em preto e branco e sempre trabalhando as sombras para incluir contraste, dramaticidade.
   Eu sempre gostei de observar fotos, como qualquer pessoa. Então por algum motivo aleatório em 2011, eu decidi comprar uma DSLR para experimentar. E, como qualquer iniciante, eu não sabia nem encaixar a lente na câmera sequer. Eu fotografava conforme tinha paciência e quando era oportuno. Quanto à teoria, eu li e aprendi o básico na Internet mesmo;  não existe desculpas, você acha de tudo na Internet. Quando eu tinha dúvidas, conversava com dois amigos a respeito. E isso foi automático.
  Explorei diferentes tipos de fotografia: eventos, fotografia noturna, natureza… até que resolvi partir para que o mais me deixava realizado: retratos.
   O que eu aprendi de verdade e levo sempre comigo como valor inigualável é a experiência que adquiri indo a Workshops. Esse sim você tem que testemunhar fisicamente para absorver tudo que lhe passam. São sempre encontros fortuitos, que alimentam a alma. Acredito que você tem que andar com a mente sempre aberta a novos conhecimentos. Eu já destruí alguns tabus que tinha quanto a certos tipos de ensaios e tenho tentado fazer a um modo que seja mais autêntico, sabe?
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2- Qual foi a sua motivação maior para escolher o tema ensaios femininos como seu foco principal?
    Eu sempre gostei de apreciar retratos femininos. Os detalhes, como o olhar, posição das mãos, postura… são pequenos detalhes que me encantam. Como as estátuas da idade antiga. Elas são tão belas e ao mesmo tempo tão frágeis. Além de que as mulheres expressam seus sentimentos de uma maneira sem igual. E, querendo ou não, essas coisas perpassam para os retratos.
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3 – Fale sobre a importância da direção em um ensaio. Como você conduz esse processo?
   Tento conduzir o ensaio da maneira mais natural possível. No início é sempre mais difícil porque você precisa criar uma química para que renda o ensaio. Então o que eu mais me preocupo é em fazer a pessoa esquecer a existência da câmera. Se for preciso, passo um bom tempo somente conversando sem ao menos empunhar a câmera. Eu acredito que a câmera é apenas um instrumento, como o pincel é para a pintura. O que realmente importa num ensaio é a interação entre quem está tanto defronte quanto atrás da câmera. Então eu tento deixar a pessoa confortável para conseguir construir certas poses a partir do jeito como ela se expressa fisicamente. Sou bem cético quanto ao conceito de pose, porque da a entender que é algo engessado, que uma pose se aplica universalmente. Bem, não é assim. As pessoas são diferentes, possuem reações e movimentos diferentes, e isso é o que eu tento buscar nelas.
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4 – Como você caracteriza a sua fotografia? Quais são suas inspirações e referências?
     Como falei antes, eu costumava desenhar. E eu tinha muito gosto por desenhar em preto e branco sempre enfatizando o uso da sombra para criar volume e contraste.
     Também possuo inspiração na música, geralmente letras tristes. Muita inspiração me vem da tristeza, solidão. Acho que são nesses momentos em que você mais fica consigo que as ideias fluem melhor. Eu gosto muito dessa harmonia de sensações opostas, como felicidade/tristeza, movimento/estática, bruto/delicado…
     E além do cinema, claro, busco inspiração nas pinturas, especialmente da época barroca. Também existem pintores contemporâneos que admiro muito e sempre me inspiram. Como disse: na Internet você acha de tudo, só procurar.
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5 – Qual equipamento você usa? E como o seu equipamento contribui para que você obtenha os resultados finais desejados em suas imagens.
     Eu possuo uma Fuji X-T1 e as lentes 35mm 1.4 e 56mm 1.2. Mudei para a Fuji justamente por causa da fidelidade das cores, como ela capta a pele (que é o que mais me incomoda na fotografia). Também a distinção de tons, é algo realmente magnífico. Tento fazer 80% ou mais na câmera mesmo. Tenho editado menos as fotos, tanto que fotografo em JPEG + RAW e tenho gostado dos resultados em JPEG. Em alguns casos, mais do que o resultado que obteria editando o RAW.
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6 – Quais são os conselhos que você daria para um fotógrafo ou fotógrafa que quer se especializar em ensaios femininos?
     Não costumo dar conselhos, mas aprendi que você precisa ser muito delicado ao lidar com retratos femininos. É muito além do que tirar imagens graficamente belas. É ser educado, sempre se preocupar com o bem-estar dela acima de tudo. Eu acredito que quando se trabalha com pessoas, você precisa ser assim. E também ser bastante comunicativo, conversar o máximo que puder e não se esconder atrás do viewfinder.
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